O começo de uma nova vida!
Segunda Feira, 30 de Outubro.
Acordei, ou melhor fui acordada bem cedo, pelo meu pai sorridente.
- Filha o grande dia chegou! As suas coisas já estão prontas arrumou apartamento para morar?
- hum?! Apartamento? Que apartamento? _ olhei para ele
- O que você vai morar? Sua bobinha. Bem sabia que você não pensaria e sua mãe. Quero deixar bem claro que foi decisão dela. Ela pediu para eu achar um novo lugar para você ficar e vamos dorminhoca do papai.
Deu-me um beijo na testa e saiu do quarto. Cara como alguém pode estar feliz em deixar a filha, jogada em sei lá onde. Mas enfim o orgulho fez-me ter forças. Levantei, tomei banho, olhei para o meu quarto, me troquei, e fui encontrá-los lá embaixo. Parei a beira da escada olhei para trás buscando forças e desci com a cabeça erguida.
Minha mãe pude ver um olhar de preocupação, mas que logo foi camuflado por aquela mascara que ela usava diariamente.
-Pronto podemos ir! – Falei com a voz firme
Meu pai me olho.
- Não Filha, nós não vamos. O táxi esta esperando por você ai fora.
- Táxi?!
- Sim seu carro esta confiscado até você aprender a dar valor as coisas. Tudo o que te pertenceu ficara “congelado”.
- Está certo pai, mãe. Então é isso nos vemos
Dei um beijo no rosto de cada um e sai em rumo a esta nova vida.
Entrei no táxi olhei a casa meus pais na porta, vi de relance algo como pesar no olhar dos dois mas meu pai jamais voltaria a atrás nessa decisão dele que eu teria q aprender a caminhar com as minhas próprias pernas. Encostei-me no vidro do carro e deixei que o táxi me levava a minha nova vida.
Capitulo V
O táxi foi se afastando cada vez mais das ruas de alto nível de NY e indo para as mediações do que chamamos de periferia, o dia estava ensolarado, um vento frio percorria a minha espinha. Enfim o táxi parou em frente a um prédio todo em tijolos sem acabamento tinha umas crianças na escada de entrada a rua estava cheia de gente. O taxista foi tirar minhas malas eu desci do táxi, usando a minha calça da Armani, minha blusinha da tiffany’s e meus óculos da Gucci, não poderia estar me sentindo mais deslocada , o motorista colocou minhas malas da Victor Hugo na escadas, e me entregou um bilhete. Sem dizer uma só palavra entrou no táxi e saiu.
Abri o bilhete. Bem meu pai tinha deixado algumas coordenadas:
“Querida Filha.
Sei que neste momento você deve estar pensando que sou o pior pai do mundo. Mas o que faço é para o seu bem para o seu amadurecimento. Você já chegou no seu novo lar né? O que você achou? Tem uma bela vista né?
Bem o numero do seu apto caso não tenha prestado atenção no envolete deste bilhete é 87, espero que goste das acomodações.
Beijos do seu pai que te ama acima de todas as coisas
F.P”
Típico do meu pai. Bem vamos la Gwen você nunca fraquejou na vida não vai ser agora né.
Peguei as malas e entrei no prédio, com certa dificuldade estavam bem pesadas, e as crianças nem ofereceram ajuda. Pude até ouvir uma caçoando de mim enquanto eu tropeçava no escada com o meu salto.
Entrei no prédio se por fora ele pareci anada conservado por dentro a situação era um pouco pior rachadura para todos os lados, era certeza que haveria mais baratas, ratos e todos os outros tipo de insetos aqui do que seres humanos. Fui direto ao elevador, mas para a minha grande surpresa – não sei porque realmente fiquei surpresa – grudado junto a ele havia um bilhete.
“Fora de funcionamento por medida de segurança!
Atenciosamente,
Jimmy Campbell
O sindico”
Bem um lado positivo, esse lugar tinha regras, suspirei e subi as escadas. Após carregar minhas malas por longos 5 andares cada um com dois lances de escadas. Não conseguia mais sentir os meus pés, cheguei na porta do meu apartamento. Peguei a chave da porta e abri.
Para a minha surpresa o apartamento estava mobiliado, claro não que fosse os melhores moveis do mundo mas enfim pensei que meu pai me deixaria um colchão e água. O apartamento , estava mais para “aPERtamento” que outra coisa, podia compará-lo ao tamanho do meu antigo banheiro, assim que entrava dava de cara com a sala que e bem ao lado a cozinha que parecia mais continuação da sala, uma porta que dava ao banheiro e outra ao lado que me levaria ao quarto, tudo estava empoeirado, isso significava que eu teria que limpar.
- Ai meu Deus! – falei para mim mesma. –Coragem garota você vai precisar.
Fui até a cozinha, fiquei feliz em ver que tinha água encanada, abri a geladeira e para a minha surpresa, havia lá uns mantimentos que calculei dar para a semana.
Provavelmente idéia da minha mãe, claro ela não deixaria eu morrer de fome na primeira semana, mas meu pai não deixou ela comprar o mundo só o essencial.
Coloquei minha mala no quarto peguei a roupa mais velha que eu possuía e decidi começar a faxina. Peguei os produtos de limpeza engraçado como isso meu pai comprou e comecei a ler rotulo por rotulo. Lembrei de algo que a Mary me disse. E comecei a limpar ou melhor a tentar limpar aquela sujeira. Seria uma grande batalha contra a sujeira. Coloquei as luvas e a mascara e comecei a faxina.
sábado, 10 de julho de 2010
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1 comentários:
Hmm... Eu casaria com essa dona de casa linda (obs. Se for a escritora) rsrsrs beijão mor tou adorando.
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